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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Thousand Frames: "O Hobbit - Uma Viagem Inesperada"






Título: O Hobbit – Uma Viagem Inesperada
Género: Aventura/Fantasia
Realizador: Peter Jackson
Adaptado de: O Hobbit de J. R. R. Tolkien
Estreia: 13 de Dezembro de 2012
Elenco: Martin Freeman; Ian McKellen, Richard Armitage








Este filme compõe a primeira parte de uma das trilogias cinematográficas mais aguardada dos últimos tempos! Confesso que a ideia de transpor para o grande ecrã a obra O Hobbit fragmentada em três partes não me parecia muito exequível, na medida em que é um livro pequeno (cerca de 260 páginas) e com um tom claramente mais juvenil do que a sua sequela, O Senhor dos Anéis. Como seria Peter Jackson capaz de extrair qualquer tipo de drama desta estória e estendê-la por 3 filmes? Continuo a não perceber muito bem esta decisão mas colocando as questões monetárias à parte, a verdade é que este primeiro filme funciona muito bem como uma introdução à famosa estória do Anel.

Enredo:

O Hobbit – Uma Viagem Inesperada transporta para o grande ecrã a aventura épica protagonizada por Bilbo Baggins, cerca de 60 anos antes da descoberta do anel por Frodo. Acompanhado por 13 anões e o sábio feiticeiro Gandalf, Bilbo enfrentará sérios perigos para resgatar o reino de Erebor das garras do invencível dragão Smaug.


Com algumas alterações e muitas adições de pequenos detalhes (a maioria provenientes dos apêndices da obra O Senhor dos Anéis) para preencher o total das quase 3 horas de filme, esta não será certamente uma adaptação totalmente fiel da obra de Tolkien. Aliás, para quem aprecia um filme com uma estrutura convencional (início, meio e fim), deverá ter em conta que este é apenas um terço da estória original e, como tal, parece que se prolonga excessivamente em alguns momentos. Ainda assim, a ação é constante e transmite eficazmente a sensação de estarmos a experienciar uma aventura épica!

Cenários & Efeitos especiais:


Como qualquer filme de fantasia que se preze, os efeitos especiais e a elaboração dos cenários estão impecáveis. A banda sonora e o guarda-roupa dão o complemento final a todo este magnífico quadro da Terra Média. Fascinou-me, impressionou-me, deslumbrou-me!

Elenco:

Os três papéis principais não poderiam ter sido melhor atribuídos! Ian McKellen, obviamente, com um desempenho exímio enquanto Gantalf, o feiticeiro; Richard Armitage trazendo o porte e a dignidade inerentes ao anão Thorin; e Martin Freeman que capturou de uma forma perfeita a personalidade mais recatada de Bilbo, assim como a sua essência heroica que por vezes vem ao de cima. Os restantes anões estão simplesmente adoráveis, em particular Dean O’Gorman (Fili) e Aidan Turner (Kili).


Principais diferenças entre o filme e o livro:

Sem atribuir grande relevância a alguns exíguos detalhes que surgem de maneira distinta no livro, ou às pequenas diferenças na caracterização de algumas personagens (Bilbo parece muito mais ativo e heroico no filme, Thorin é mais hostil, ganancioso e pouco distinto no livro), a verdade é que esta adaptação ficou a ganhar com as opções que Peter Jackson tomou.
Por exemplo, ao atribuir aos anões como missão principal a recuperação da sua terra de origem, ao invés do motivo original (reclamar a pilha de ouro roubado pelo dragão Smaug), tornou esta aventura em algo mais notável e grandioso.


De igual modo, ao adicionar a história de Thorin e do seu duelo com o Orc Arzog, trouxe mais conteúdo e emoção do que a típica estrutura do original em que apenas são inumerados os desafios que o grupo enfrenta. Assim, permite que haja uma maior empatia com a personagem Thorin, uma maior sensação de suspense ao aguardar pela vingança de Arzog, e torna o confronto final entre ambos muito mais dramático.

Por fim, o próprio tom da estória está substancialmente alterado. Enquanto o livro é conhecido como uma obra mais infantil, o filme é bem mais maduro e apelativo para qualquer faixa etária. Aliás, muitos dos momentos musicais tão característicos do livro não foram incluídos na sua adaptação, muito provavelmente porque não se trata de um musical e assim se mantém um ambiente mais soturno.


Em geral, O Hobbit – Uma Viagem Inesperada constituiu uma experiência cinematográfica muito agradável. Não é totalmente fidedigno e provavelmente não agradará aos fãs mais acérrimos de Tolkien, mas consiste numa excelente fonte de entretenimento para toda a família! Apenas me resta esperar que as sequelas mantenham este nível!

 Balanço final: 8/10
                                              
Trailer:

7 comentários:

  1. O filme é enorme, mas adorei os efeitos e os actores. Agora, houve partes que foram uma grande grande seca :x

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    1. Lá está, é o problema de quererem estender a estória por 3 filmes, começam a "engonhar" :/

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  2. Infelizmente, it's all about the money, money, money...

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  3. Eu gostei bastante do filme mesmo havendo algumas cenas uma bocado longas demais. Já vi o segundo e para mim foi muito melhor que o primeiro.
    Bjs :)

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    1. Ainda bem, espero que também ache o mesmo quando for ver o 2º :D

      Beijinhos*

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